Pare de julgar… Você não é perfeito

May 3, 2019

 

É incrível: parece que temos um chip ou algum software instalado em nossa mente, com a capacidade de julgar tudo e todos automaticamente. Mesmo sem admitir, ou sem ter consciência, somos verdadeiras “máquinas julgadoras”, que não perdoam nada. Por maior que seja nosso autoconhecimento, por mais que aparemos as arestas do nosso comportamento, o julgamento está ali, praticamente automático, sem dó nem piedade. Já prestou atenção nisso?

 

Há muito tempo, me propus a observar atentamente e parar (ou pelo menos reduzir) todo e qualquer tipo de julgamento automático, fosse ele ético, moral, social ou de outra origem. E ao iniciar este exercício, percebi o quanto fomos “educados para julgar”. Pais, parentes, professores, amigos e a sociedade praticamente nos ensinam a julgar, a separar, comparar, condenar e por aí vai. Com isso, os julgamentos parecem ser uma habilidade para nos defender, diferenciar ou mesmo sobreviver na selva das relações. Mesmo que nas entrelinhas, o julgamento está sempre presente em nosso cotidiano. Que pena que na maioria das vezes funciona assim.

 

E quando falo de julgamento nem estou incluindo questões como racismo, separação de classes ou preconceitos baseados em diferenças. Essas estão numa esfera ainda mais complexa. Falo daquela mania de prontamente emitir uma opinião sobre algo ou alguém e logo já dar um veredicto, principalmente para nos sentir melhor do que o objeto ou situação julgados. No nível mental funciona quase como um alívio ou justificativa para validar o quanto somos bons, justos, honestos e valiosos do que qualquer outra pessoa no mundo.

 

Fui pesquisar sobre o assunto e descobri que um estudo da universidade americana de Princeton apontou que nosso cérebro julga tão rápido, que as respostas acabam não tendo nenhuma conexão racional. Então cabe a nós, como exercício social, racionalizar, filtrar, ponderar e usar do bom senso para não deixar que a perversidade desse comportamento tome conta e estrague nossas relações. Ao julgar, nos colocamos num pedestal, como se fossemos perfeitos, intocáveis e acima do bem e do mal. Precisamos urgentemente estancar os julgamentos automáticos. Eu sei que praticar a aceitação das coisas como são não é tarefa fácil, mas é possível.

 

É um árduo exercício não julgar no mundo de hoje, especialmente porque uma avalanche de informações nos é empurrada “goela abaixo” a cada segundo e nos sentimos pressionados a ter uma posição e uma opinião sobre tudo. O problema é que estamos nos perdendo nessa liberdade de expressão. Vejo diariamente como as pessoas são metralhadas nas redes sociais. Muitas vezes fico lendo comentários de postagem “polêmicas” e percebo o quanto tem gente com “pedras nas mãos”, que são atiradas para todos os lados. 

 

Julgam-se tudo: de aparência a comportamentos, de posição política a padrões comercialmente aceitos. Passou da hora de se questionar e recorrer a todo instante à máxima: “Se não sou perfeito, logo não tenho o direito de julgar. Nada. Ninguém.” Seria simples colocar isso em prática se toda vez que um julgamento automático aparecer, tivéssemos a coragem e rapidez de reconhecer e reverter a situação perguntando-se: o que preciso e posso melhorar em mim? Ou também: “O que me acrescenta emitir opinião sobre esta pessoa ou situação, qual o propósito?”

 

Com estes dois simples questionamentos, a chance de evitar julgamentos vazios e desperdiçar energia se reduz drasticamente e passamos para um outro nível de compreensão e vivência das relações humanas. Vale a pena tentar!

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